“Autoconhecimento foi minha virada de chave” – entrevista com Michaelle Alves, Supervisora de Recrutamento e Seleção na General Mills

Resiliência, autoconhecimento e intencionalidade. São essas as três palavras que Michaelle Alves, Supervisora de Recrutamento e Seleção na General Mills, escolhe para resumir sua trajetória profissional. Carioca, filha de uma auxiliar de serviços gerais e de um eletricista autônomo, ela carrega desde cedo a força da família como alicerce para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. “A resiliência já vinha dos meus antepassados e comigo não foi diferente. Mesmo sem conhecer a palavra, ela sempre fez parte da minha vida”, conta.

Aos 17 anos, depois de trabalhos informais como vender bebidas na praia, Michaelle iniciou sua trajetória em empregos formais como atendente de fast-food. Logo em seguida, entrou na General Mills como jovem aprendiz, marco que definiria os rumos da sua carreira. “Foi ali que comecei a entender o mercado de trabalho de fato. Tive mentores que me mostraram o que era ser profissional, como se desenvolver e como construir referências sólidas”, relembra.

Foram 11 anos de crescimento dentro da companhia, passando de aprendiz a analista pleno, até assumir a coordenação do time de recrutamento e seleção corporativo no Brasil. Nesse caminho, o autoconhecimento ganhou protagonismo. “Uma mentora foi fundamental nesse processo. Através dela, comecei a me entender como mulher negra e a enxergar as nuances que antes eu não percebia. Isso mudou meu posicionamento no mundo e na vida profissional.”

Com essa virada de chave, Michaelle deixou o operacional em um centro de distribuição no Rio de Janeiro para assumir uma posição estratégica em São Paulo, atuando de forma remota junto ao time corporativo. “Foi um momento em que precisei, mais uma vez, exercitar a resiliência e o desenvolvimento pessoal. Eu estava diante de pessoas que tomavam decisões e influenciavam a cultura da empresa. Foi quando comecei a trazer intencionalidade para minhas escolhas e meu desenvolvimento.”

Hoje, como líder, ela coordena um time de cinco pessoas e busca aplicar na prática a visão de estratégia que consolidou ao longo da carreira. “Para mim, trabalhar de forma estratégica não é executar só o que está na descrição do cargo. É entender a necessidade do negócio, seja de curto, médio ou longo prazo, e transformar isso em plano de ação. Não é sempre o óbvio. Muitas vezes o problema não está em fechar a vaga, mas em tornar a empresa mais conhecida em determinada região, por exemplo.”

No dia a dia, Michaelle equilibra a rotina de processos seletivos com projetos que reforçam a experiência do candidato e do gestor. “Cada analista do meu time, além de tocar suas vagas, é responsável por um projeto estratégico. Trabalhamos sempre embasados em dados, porque precisamos sair do achismo e tomar decisões guiadas por números.”

Ao longo da trajetória, algumas pessoas foram fundamentais. Ela lembra especialmente de sua primeira gestora no corporativo. “Eu sofria muito com a síndrome da impostora e não conseguia me enxergar como uma profissional de potência. Essa gestora fez um trabalho muito forte comigo, mostrando que minhas entregas já eram diferenciadas. Foi ali que destravei e comecei a acreditar em mim.”

Apesar das conquistas, Michaelle admite que o maior desafio ainda é interno. “Todos os dias penso: será que amanhã vai surgir algo que eu não vou saber resolver? Esse é o meu maior medo. Mas acredito que, no fim, os desafios técnicos a gente sempre consegue superar. O meu maior inimigo é a autocrítica constante, muito presente principalmente para mulheres negras.”

Hoje, o foco está em exercer cada vez mais a liderança estratégica, sem se perder na execução do dia a dia. “O operacional garante processos bem feitos, mas o estratégico garante impacto no negócio. Meu exercício agora é delegar mais, olhar para o macro e construir soluções que realmente façam diferença.”

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