
Luis Justo, palestrante de liderança, gestão e inovação, foi escolhido pela Bloomberg para integrar a lista das 500 pessoas mais influentes da América Latina em 2022 e 2023, e reconhecido como Personalidade Empresarial do Ano pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) em 2015.
Engenheiro de Produção, tornou-se CEO da Osklen aos 28 anos e, posteriormente, assumiu a Rock World, empresa responsável por projetos como Rock in Rio, The Town e Lollapalooza Brasil. Ao longo de sua trajetória, passou a atuar também como palestrante, compartilhando experiências sobre liderança, gestão, cultura organizacional, inovação, propósito, experiência do cliente e desenvolvimento de equipes.
Sua experiência como executivo é marcada pela passagem por diferentes setores e negócios de forte projeção. Antes de chegar à Osklen, Justo trabalhou no mercado financeiro e em uma consultoria multinacional. À frente da marca de moda, participou de um processo de expansão e transformação que durou 13 anos. Em 2011, assumiu a posição de CEO da Rock World, onde conduziu a construção e expansão de grandes projetos de entretenimento.
Trajetória profissional
A carreira de Luis Justo começou no mercado financeiro e passou por uma consultoria multinacional: experiências que contribuíram para sua formação em estratégia e gestão. Durante os 13 anos em que esteve à frente da Osklen, participou de seu processo de expansão e transformação. A experiência o colocou diante de desafios relacionados a posicionamento de marca, internacionalização, inovação e gestão de equipes, além da necessidade de conciliar identidade e crescimento em um negócio com atuação internacional.
Em 2011, o executivo assumiu a liderança da Rock World. A mudança de setor trouxe novos desafios e ampliou sua experiência em gestão. Em vez de uma operação concentrada em uma marca de moda, Justo passou a trabalhar com projetos de entretenimento de grande escala, que dependem da coordenação entre diferentes áreas, equipes, fornecedores, artistas, patrocinadores e parceiros.
Ao longo de sua trajetória na Rock World, esteve associado à expansão de projetos como Rock in Rio e à criação do The Town, além da operação do Lollapalooza Brasil. A atuação em eventos dessa dimensão transformou a gestão de experiências em uma parte central de sua carreira. A própria companhia passou a explorar conhecimentos desenvolvidos na produção dos festivais para criar produtos voltados a empresas, levando executivos aos bastidores dos eventos para discutir temas como experiência, cultura e gestão.
Em 2026, depois de 15 anos como CEO da Rock World, Justo anunciou sua saída do cargo executivo após a realização do Rock in Rio de setembro. A decisão previa sua permanência no conselho da empresa, em uma posição mais estratégica, com participação na criação de novas experiências e produtos ao lado de Roberto Medina, hoje presidente da Rock World.
Uma visão de liderança construída na prática
A experiência de Luis Justo em posições de comando está diretamente ligada à maneira como aborda a liderança em suas palestras. Para o executivo, liderar não significa apenas ocupar uma posição hierárquica ou tomar decisões. A função envolve também criar conexões, equilibrar interesses e oferecer direção para que pessoas e equipes consigam avançar em torno de objetivos comuns.
Essa visão parte de situações vivenciadas em diferentes momentos de sua carreira. Na Osklen, o desafio estava relacionado à expansão e transformação de uma marca. Na Rock World, a complexidade passou a envolver a criação de grandes experiências, com múltiplas equipes e parceiros trabalhando simultaneamente para entregar um mesmo resultado.
O conceito também aparece em suas reflexões sobre cultura organizacional. Em uma participação no HSM, Justo destacou que a cultura de uma empresa é construída por valores, pensamentos, ideias e, principalmente, comportamentos. Para ele, é a forma como as pessoas agem no cotidiano que transforma esses valores em uma identidade concreta para a organização.
Essa perspectiva aproxima liderança de gestão de pessoas. Mais do que definir metas, o líder precisa criar as condições para que uma equipe compreenda o que está tentando construir e tenha clareza sobre seu papel nesse processo.
A abordagem também considera os momentos de incerteza. Em cenários de transformação, líderes precisam tomar decisões com informações incompletas, equilibrar necessidades imediatas com objetivos de longo prazo e manter as equipes alinhadas mesmo quando o caminho ainda não está completamente definido.
É dessa combinação entre experiência prática e reflexão sobre gestão que surgiu o modelo de liderança desenvolvido por Justo em seu livro C.E.O. – Conectar, Equilibrar, Orientar.
Grandes eventos como escola de gestão
A condução de grandes festivais acrescenta uma dimensão particular aos conteúdos de Luis Justo sobre liderança. Eventos como Rock in Rio e The Town exigem que diferentes áreas trabalhem de forma coordenada para que uma experiência aconteça conforme planejado.
A complexidade está presente em diferentes etapas: na definição de estratégias, na negociação com artistas, na relação com patrocinadores, na operação dos espaços, na comunicação com o público e na coordenação de equipes. Em alguns casos, as negociações para a contratação de artistas podem durar até um ano e meio, segundo Justo.
O trabalho também envolve decisões relacionadas à experiência do público. Para Justo, o produto de uma empresa de entretenimento não se resume ao que acontece no palco. A construção da experiência envolve todos os pontos de contato com o público e exige que diferentes áreas compartilhem uma mesma visão sobre o que a marca deseja entregar.
Essa lógica ajuda a explicar por que experiência do cliente, cultura e liderança aparecem juntas em seus conteúdos. A construção de um evento memorável depende de uma equipe que compreenda o propósito do projeto e consiga transformá-lo em comportamento e execução.
O The Town é um exemplo dessa abordagem. Em sua primeira edição, realizada em 2023, o festival recebeu cerca de 500 mil pessoas nos cinco dias de evento e movimentou aproximadamente R$1,9 bilhão na economia da cidade de São Paulo, segundo dados da Fundação Getulio Vargas.
A dimensão desses projetos também cria uma relação direta entre liderança e capacidade de execução. Não basta ter uma visão criativa ou estratégica: é necessário transformar essa visão em processos, decisões, equipes e experiências concretas. Essa é uma das características que diferenciam a abordagem de Justo como palestrante.
O método C.E.O.
Luis Justo transformou parte desses aprendizados em livro. C.E.O. – Conectar, Equilibrar, Orientar, publicado pela Editora Gente, apresenta o modelo de liderança baseado em três competências que dão nome à obra. O livro tem 208 páginas e foi lançado em outubro de 2024.
A proposta parte de uma ideia central: a liderança eficaz não depende apenas de conhecimento técnico. Ela também exige capacidade de lidar com pessoas, tomar decisões diante de incertezas e equilibrar diferentes demandas dentro de uma organização. Os três pilares do C.E.O. Framework também ajudam a entender a abordagem de Justo para o desenvolvimento de líderes:
Conectar significa reconhecer que resultados dependem de pessoas e que equipes precisam compreender por que estão fazendo determinado trabalho. A conexão com propósito pode contribuir para aumentar o alinhamento e o engajamento, especialmente em organizações que passam por mudanças.
Equilibrar diz respeito à capacidade de lidar com diferentes prioridades. Para um executivo, decisões raramente envolvem apenas uma variável. Crescimento, rentabilidade, inovação, cultura, clientes e colaboradores fazem parte de uma mesma equação. A liderança exige, portanto, capacidade de estabelecer prioridades sem perder de vista o conjunto.
Orientar, por sua vez, está relacionado à clareza. Uma equipe pode ter profissionais altamente qualificados, mas ainda assim enfrentar dificuldades quando não existe uma direção compartilhada. O líder atua como alguém que estabelece contexto, define prioridades e ajuda as pessoas a compreenderem o caminho.
A proposta é especialmente relevante em um ambiente empresarial no qual mudanças acontecem em ritmo acelerado. Novas tecnologias, transformações no comportamento do consumidor e alterações nos modelos de negócio aumentam a necessidade de líderes capazes de tomar decisões e, ao mesmo tempo, manter suas equipes preparadas para mudar de rota quando necessário.
Por isso, o modelo apresentado por Justo não está restrito a CEOs. As ideias também podem ser aplicadas a gestores, empreendedores e profissionais que assumem responsabilidades de liderança em diferentes níveis das organizações.
Os desafios da liderança contemporânea
A transformação dos negócios tornou a liderança ainda mais complexa. Empresas precisam responder a mudanças tecnológicas e comportamentais sem perder identidade, enquanto profissionais esperam cada vez mais clareza sobre propósito, cultura e possibilidades de desenvolvimento.
Nesse contexto, a experiência de Justo em negócios criativos oferece uma perspectiva particular. Moda e entretenimento são setores nos quais comportamento, cultura e experiência têm impacto direto sobre o negócio. Ao mesmo tempo, são mercados que exigem capacidade de antecipar tendências e responder rapidamente às mudanças.
A inovação, nesse cenário, não aparece apenas como adoção de novas tecnologias. Ela também está relacionada à capacidade de experimentar novos formatos, criar produtos, compreender o público e encontrar novas formas de gerar valor.
A própria Rock World ampliou sua atuação para além da realização dos festivais. Em entrevista ao UOL, Justo explicou que a empresa passou a transformar os bastidores da produção dos eventos em experiências de aprendizagem para executivos, utilizando seus próprios cases e profissionais para discutir gestão e negócios com empresas de diferentes setores.
Temas das palestras
A trajetória de Luis Justo permite abordar diferentes desafios enfrentados por empresas, gestores e profissionais. Entre os principais temas de suas palestras estão:
Liderança
A liderança é um dos eixos centrais de seus conteúdos. A partir do C.E.O. Framework, Justo apresenta reflexões sobre conexão, equilíbrio, orientação, tomada de decisão e capacidade de conduzir equipes em cenários de transformação.
Gestão de pessoas
Sua experiência à frente de grandes organizações permite discutir o papel das pessoas na construção de resultados. O desenvolvimento de equipes, o alinhamento de objetivos e a criação de ambientes de confiança aparecem como elementos importantes da gestão.
Cultura organizacional
A cultura é abordada como algo que se manifesta no comportamento cotidiano. Valores só ganham significado quando são incorporados às decisões e atitudes das pessoas que fazem parte da organização.
Propósito
Conectar equipes a um propósito comum é um dos pilares de sua visão de liderança. O tema ganha relevância especialmente em organizações que precisam manter engajamento e alinhamento durante processos de transformação.
Inovação
A experiência em negócios criativos também permite discutir inovação como estratégia. Mais do que criar novidades, inovar envolve observar mudanças, experimentar e encontrar novas maneiras de gerar valor.
Experiência do cliente
A experiência acumulada na criação de grandes festivais é aplicada às discussões sobre relacionamento com clientes. Cada ponto de contato contribui para a percepção que o público constrói sobre uma marca.
Trabalho em equipe e alta performance
Grandes projetos dependem da integração entre pessoas com diferentes competências. As experiências de Justo ajudam a discutir como construir equipes capazes de trabalhar em conjunto, manter foco e transformar estratégias em resultados.
“Só agradecer, mesmo. Atendimento de excelência e paciência em me ajudar a solucionar os trâmites internos. PSA, vocês são ótimos nisso!”
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